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Domingo, 27 de Junho de 2010

RETINOPATIA DIABÉTICA

 

Porque hoje, dia 27 de Junho, é Dia do Diabético, resolvi abordar uma doença muito frequente entre este grupo de doentes - a retinopatia diabética.

 

A Diabetes Mellitus (DM) é uma desordem no metabolismo da insulina, que resulta em níveis aumentados de glicose no sangue. Entre as repercussões desta doença incluem-se as macrovasculares (enfarte) e as microvasculares (nefropatia diabética, neuropatia diabética e a retinopatia diabética).

 

A retinopatia diabética é uma complicação ocular grave da DM. Nesta patologia, o excesso de glicose circulante vai afectar os vasos da retina, com alterações da sua permeabilidade e elasticidade e diminuição do seu lúmen. Quando estas alterações se estendem a uma pequena, mas importantíssima área da retina, a mácula (responsável pela visão central), surgem as alterações da visão.

Ao fim de 20 anos de evolução da doença, mais de 90% dos diabéticos tipo I (insulinodependentes) e mais de 60% dos tipo II são afectados por esta doença.

 

 

Os principais sintomas são:

- visão desfocada / turva

- perda súbita de visão

 

 

 

Numa fase inicial existe uma Retinopatia Diabética Não Proliferativa, que se caracteriza pelo aumento da permeabilidade dos vasos da retina (com edema e depósitos de proteínas e gordura - exsudados) e formação de microaneurismas com consequentes hemorragias. Há alterações da visão central, porém, a visão periférica mantém-se normal.

Este estádio evolui para uma Retinopatia Diabética Proliferativa: a extensão da isquémia (falta de irrigação sanguínea) provocada pelas alterações vasculares, é um estímulo à formação de neovasos (vasos recém-formados muito frágeis), mesmo sobre a mácula (região normalmente avascular), o que causa hemorragias no vítreo, perda de visão, tracção retiniana e descolamento da retina. Surge compromisso da visão periférica.

 

 

A prevenção é, uma vez mais, a palavra de ordem. Os diabéticos devem fazer consultas de rotina no oftalmologista para avaliação do fundo ocular anualmente. Devem também manter um controlo apertado dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Mulheres diabéticas grávidas devem ter particular cuidado e consultar o oftalmologista no 1º trimestre, pois há maior progressão da retinopatia durante a gestação.

 

Também o diagnóstico precoce é essencial para um melhor prognóstico. A opções terapêuticas passam por:

fotocoagulação a laser: evita a progressão da doença, diminuindo o edema e eliminando os neovasos. Não pode ser aplicado na região da mácula.

- vitrectomia: evita o descolamento da retina em doentes com retinopatia proliferativa.

publicado por Dreamfinder às 20:26

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

TRANSPLANTAÇÃO

 

 

Sabia que em Portugal o modelo de legislação para a colheita de órgãos é um modelo de consentimento presumido? Ou seja, "são considerados potenciais dadores todos os cidadãos nacionais, os apátridas e estrangeiros residentes em Portugal que não tenham manifestado junto do Ministério da Saúde a sua qualidade de não-dadores".

Assim, quem se quiser recusar a ser dador de órgãos deve inscrever-se no RENNDA (Registo Nacional de Não-Dadores). Para mais informações, aceder ao link:

 

http://www.asst.min-saude.pt/transplantacao/Paginas/rennda.aspx

 

Desta forma, os gabinetes de coordenação de colheita e transplantação (GCCT) dos hospitais de Santa Maria, S.José, Coimbra, Santo António e S. João, aquando da existência de um potencial dador, têm de verificar neste registo se este doente se opõe à doação dos seus órgãos (estando registado no RENNDA).

 

Para um determinado indivíduo ser considerado um potencial dador, tem de ser declarada a sua morte cerebral (mesmo que ainda haja actividade cardíaca). Esta está presente quando:

- o doente está em coma e ligado a um ventilador (perda da respiração espontânea), sendo a causa do coma uma lesão cerebral estrutural e irreversível

- são excluídas causas reversíveis de coma (hipotermia, intoxicação por drogas depressoras do SNC, ...)

- são efectuados testes que evidenciam a cessação das funções do tronco cerebral, nomeadamente, a ausência de reflexos (ex: pupilas com diâmetro fixo) e a confirmação da ausência de respiração espontânea (prova da apneia).

 

Neste caso, e depois de confirmada a não inscrição do doente no RENNDA, a família é informada, procede-se à manutenção do dador para conservação dos órgãos até à colheita e são feitas análises ao dador para certificar que este é viável.

 

São contra-indicações absolutas à doação de órgãos:

- dador HIV+

- dador com tumores malignos (excepto tumores cerebrais, basalioma ou carcinoma in situ do útero)

- dador com infecção grave (sépsis)

 

Se  houver exclusão destas contra-indicações e houver integridade anatómica e funcional dos órgãos e o dador tiver menos de 65 anos, geralmente procede-se então à colheita.

 

O perfil do dador tem vindo a alterar-se em Portugal. Há 20 anos predominavam os dadores jovens, do sexo masculino e com traumatismo cranioencefálico provocado por acidente de viação. Actualmente, tem vindo a aumentar a percentagem de dadores adultos entre os 26 e os 55 anos, e como causa de coma tem-se tornado cada vez mais importante o AVC (acidente vascular cerebral). A taxa de dadores do sexo feminino também está a subir.

 

Não nos devemos esquecer, que Portugal é o líder mundial nos transplantes hepáticos e tem o 3º lugar nos transplantes renais. O programa de dador vivo, em que cônjuges e familiares vivos podem doar um órgão (fígado ou rim), veio contribuir para os bons resultados.

 

 

A transplantação hepática revela-se importante, por exemplo, em doentes com cirrose, hepatites, neoplasia ou uma doença com elevada incidência no nosso país (e anteriormente abordada neste blog) a polineuropatia amiloidótica familiar (PAF). Nas crianças receptoras transplanta-se o lobo esquerdo do fígado (se for de um dador vivo ou de um cadáver adulto - fígado demasiado grande) e nos adultos o lobo direito (caso seja de um dador vivo) ou todo o fígado (dador cadáver). É um transplante ortotópico, pois o fígado é transplantado para a sua localização anatómica normal. Um caso particular desta transplantação é o transplante sequencial ou em dominó, que pode ser realizado, por exemplo, em doentes com PAF, de forma a gerir correctamente os escassos recursos de órgãos para transplante. Assim, o doente com PAF (fígado produz proteína anómala, que causa doença ao fim de cerca de 20/30 anos) recebe um fígado novo de um dador cadáver, enquanto o doente com cirrose/cancro (geralmente doente com mais idade) recebe o fígado com PAF. Como este doente tem mais idade, a doença nunca chega a manifestar-se.

 

Também a transplantação renal tem um papel importante, sobretudo em doentes com insuficiência renal crónica terminal causada por diabetes mellitus ou por hipertensão arterial. Este é um transplante geralmente heterotópico pois o rim insuficiente não é retirado da sua posição anatómica e o novo rim transplantado é colocado na fossa ilíaca (direita ou esquerda).

 

 

Também aqui há um caso particular, o transplante duplo de rim e pâncreas (transplante reno-pancreático), útil em doentes diabéticos sob hemodiálise por insuficiência renal secundária a nefropatia diabética e a fazerem insulinoterapia (dependentes de insulina exógena). Nestes casos, resolvem-se dois problemas com uma só cirurgia. O transplante renal permite a resolução da insuficiência renal, enquanto o transplante de pâncreas permite a correcção do distúrbio do metabolismo da insulina (presente nos diabéticos). O Hospital de Santo António no Porto é o único em Portugal a realizar o transplante de pâncreas e o transplante reno-pancreático. Desde 2000, já realizou mais de 100 transplantes duplos, com excelentes resultados.

 

 

Por fim, relembro apenas que os doentes transplantados têm de fazer medicação imunossupressora para impedir a rejeição do órgão.

publicado por Dreamfinder às 20:02

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Sábado, 14 de Novembro de 2009

DIA MUNDIAL DA DIABETES MELLITUS

 

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Diabetes Mellitus.É uma verdadeira epidemia deste século e tem de ser combatida de forma eficaz. Em Portugal, esta doença já afecta quase um milhão de pessoas. Na verdade, um estudo epidemiológico deste ano, vem demonstrar que o nosso país já atingiu a prevalência que era esperada para 2025. A este ritmo, é possível que nessa altura, a diabetes afecte 20% da população portuguesa. Além disso, esta continua a ser uma patologia subdiagnosticada no nosso país. Muitas vezes o diagnóstico apenas é feito tardiamente, aquando das primeiras manifestações oculares (retinopatia diabética) ou renais (nefropatia). É também preocupante o facto de a DM tipo 2 (aquela que é adquirida, ou seja, está geralmente associada a um estilo de vida de risco) afectar cada vez mais indivíduos jovens, entre os 20 e os 39 anos.

É fundamental intervir através da sensibilização. Alertar as pessoas para os rastreios que decorrem frequentemente ao longo do país e, sobretudo, para uma preocupação individual. Cada um é responsável pela sua saúde e deve preservá-la, quer através de consultas de rotina no médico de família (que deve fazer análises à glicémia para despistar esta patologia), quer através de um estilo de vida saudável.

Vale a pena relembrar que são factores de risco para a DM: a hipertensão arterial, a obesidade ou excesso de peso, hipercolesterolémia e sedentarismo. Surge assim o importante conceito de pré-diabéticos, indivíduos que terão uma predisposição aumentada de desenvolverem a patologia, quer por factores genéticos, quer por factores do estilo de vida (sendo estes modificáveis e, por isso, os mais importantes).

Para prevenir a diabetes são passos fundamentais:

- controlo rigoroso e regular da glicémia, da tensão arterial e do colesterol

- uma alimentação equilibrada e pobre em gorduras - opte pelos lacticínios magros, carnes brancas (frango, peru), fibras, brócolos, massa e arroz integral, azeite, vinagre, frutas e verduras, frutos secos, soja, cebola e alho, leguminosas, cereais integrais, ...

- exercício físico regular

 

 

 

Procure ter um papel activo na sua saúde, optando por um estilo de vida saudável. Escape à diabetes!

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publicado por Dreamfinder às 14:49

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Sábado, 27 de Junho de 2009

DIA MUNDIAL DA DIABETES MELLITUS

 

Hoje, dia em que se relembra esta patologia tão frequente, decidi cumprir a promessa que ficara pendente há já algum tempo e abordar a terapêutica e as complicações da diabetes.

Para relembrar o que é a diabetes, consultar o post:

http://coursejournal_medicina.blogs.sapo.pt/35364.html

Sucintamente, a diabetes resulta de um distúrbio na produção da hormona reguladora da concentração de glicose (açúcar) no sangue. Esta hotmona designa-se insulina e pode estar completamente ausente (diabéticos tipo-1 ou insulino-dependentes) ou pode estar moderadamente diminuída e associada a uma menor resposta dos tecidos à presença da mesma (diabéticos tipo-2).

 

Relembrando os principais sintomas da diabetes:

- sede

- desidratação

- aumento do volume urinário (poliúria)

- infecções do tracto urinário

- perda de peso

- cansaço, letargia

- visão turva

 

 

O diagnóstico é, geralmente, feito com uma análise à urina ou ao sangue em doentes sintomáticos. Pode ser realizada uma prova de tolerância à glicose oral - PTGO (raramente há necessidade). Os valores considerados normais são:

- glicémia (em jejum): 90-120mg/dL

- glicémia pós-prandial: inferior a 150 mg/dL

- HbA1C (Hb glicada): inferior a 7%

 

 

Acima dos 126mg/dL pode fazer-se o diagnóstico de diabetes.

 

A diabetes acarreta dois tipos de complicações: as microvasculares (nefropatia, neuropatia e retinopatia) e as macrovasculares (EAM, AVC, isquémia dos membro inferiores, ...).

 

Olho:

A desidratação do cristalino, uma das primeiras consequências da diabetes, leva à característica visão turva dos doentes. Além disso, a acumulação de açúcares no cristalino opacificam o mesmo, levando ao desenvolvimento de cataratas. Mas a patologia mais importante a nível ocular é a retinopatia diabética, causada pela deposição de glicose nos pequenos vasos sanguíneos que vascularizam a retina. Numa primeira fase há a acumulação de exsudados e o surgimento de microaneurismas no fundo do olho; mais tardiamente inicia-se uma processo de neovascularização (com neovasos frágeis) que pode levar a hemorragia vítrea.

 

 

Rim:

Os pequenos vasos renais também são muito susceptíveis de serem lesados pela acumulação de glicose: isto vai comprometer a função de filtração do rim, que vai deixar passar certas proteínas que, anteriormente, voltariam ao sangue: aumenta, assim, a excreção de albumina na urina. É um bom marcador, numa fase precoce, das complicações renais da diabetes- microalbinúria.

 

 

Nervos periféricos:

Através da lesão dos vasos sanguíneos que os irrigam ou através de uma lesão directa das próprias fibras nervosas. A neuropatia pode afectar nervos motores (dedos em forma de garra, perda de força motora, ...), nervos sensoriais (inicialmente pode aumentar a sensação da dor, mas progressivamente há perda de sensibilidade, o que pode ser particularmente grave) e nervos autónomos (são aqueles responsáveis pelas funções fisiológicas do organismo, podendo levar à bexiga neurogénica diabética ou à disfunção sexual nos homens).

 

 

Artérias:

A diabetes conduz ao endurecimento e estreitamento das artérias, o que diminui o fluxo sanguíneo e leva a patologias como: enfarte agudo do miocárdio (EAM), acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso, o tabagismo, a hipercolesterolémia e a HTA agravam ainda mais estas manifestações macrovasculares, pelo que é fundamentar eliminar estes co-factores ou reduzi-los.

 

 

Pé diabético:

É uma das principais características desta patologia. Resulta de uma má irrigação sanguínea, que pode levar à gangrena (necrose) do membro inferior; neuropatia com perda de sensibilidade e dedos em garra, desidratação e perda de elasticidade e ossos mais salientes.

 

 

Tratamento da Diabetes:

 

- ALIMENTAÇÃO - uma dieta equilibrada com refeições regulares, com alguns hidratos de carbono (farináceos) particularmente ricos em fibras, evitar as gorduras e preferir as polinsaturadas (óleo de girassol e de milho, margarinas de girassol), limitar a ingestão de açúcares e doces, evitar o sal em evcesso ; a perda de peso e a prática de exercício regular também são uma medidas importantes

 

 

- MEDICAÇÃO - existem actualmente diversos fármacos para controlar a glicémia:

    - Biguanidas (metformina) - fármacos de 1ª linha no tratamento da diabetes

    - Sulfonilureias (clorpropamida, glipizida, glicazida, ...)

    - Acarbose - inibe a absorção de glicose a nível intestinal

    - Glitazonas (pioglitazona, rosiglitazona)

    - Glinidas

    - Insulinoterapia (Lispro, Aspart) - sobretudo para Diabetes tipo 1 e nos diabéticos tipo 2 não controlados com os antidiabéticos orais

 

 

Por fim, no Dia Mundial da Diabetes, é fundamental lembrar que as complicações da diabetes podem ser prevenidas e tratadas. Tudo parte de uma alteração do estilo de vida e, eventualmente, de intervenção médica.

Recomendo a consulta da página da Sociedade Portuguesa de Diabetologia:

http://www.spd.pt/ 

publicado por Dreamfinder às 09:33

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

CUIDADO COM A DIABETES

publicado por Dreamfinder às 18:29

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

DIABETES MELLITUS

A diabetes é uma das doenças humanas mais antigas que se conhecem, embora só nos últimos 100 anos se tenha desenvolvido uma verdadeira compreensão da doença. Nesta doença, existe o comprometimento da insulina – a hormona reguladora da glicémia (concentração de glicose no sangue). Esta hormona é produzida nos ilhéus de Langerhans do pâncreas.

Existem dois tipos de Diabetes Mellitus, consoante o tipo de deficiência de produção da insulina:
            - tipo 1 (ou diabetes mellitus insulino-dependente) - falência total na produção da hormona; começa em pacientes mais novos, que necessitam de injecções regulares de insulina
            - tipo 2 (ou diabetes mellitus não insulino-dependente) - combinação entre uma deficiência parcial na produção de insulina e uma diminuição da sensibilidade do organismo aos efeitos da mesma (resistência à insulina); mais comum em adultos ou idosos e controlável através de fármacos de administração oral ou através do controlo da alimentação

A glicose é obtida exogenamente (alimentos) e endogenamente (metabolismo glicídico no fígado), sendo uma parte armazenada sob a forma de glicogénio e outra usada para o consumo de energia. Ao ligar-se aos receptores específicos, a insulina leva a que as células extraiam a glicose do sangue, reduzindo a glicemia:
            - aumentando a glicose hepática armazenada como glicogénio
            - impedindo o fígado de libertar demasiada glicose
            - favorecendo a absorção de glicose noutros tecidos
Logo, uma falha na produção de insulina representa um verdadeiro desequilíbrio neste complexo e importante sistema.
 
Após uma refeição, ocorre um aumento da glicose no sangue (glicémia). Como não há controlo da glicemia pela insulina, estes valores continuam a subir. Acima de um determinado nível, a glicose começa a passar do sangue para a urina (urina doce), aumentando a probabilidade de ocorrerem infecções, como a cistite e a candidíase, já que o ambiente se torna mais favorável ao desenvolvimento dos germes.
Os rins tentam livrar-se da glicose em excesso excretando mais sais e, consequentemente, mais água (aumento do volume urinário – poliúria). Esta é um dos primeiros sintomas da doença. Outros sintomas importantes são: sede excessiva, desidratação, infecção do tracto urinário, perda de peso, cansaço, fraqueza, letargia, visão turva (devido à desidratação do cristalino).

 
Tem-se registado um aumento da incidência da diabetes dos 0 aos 4 anos (tipo 1), sem motivo conhecido. Não é lógica uma mudança do padrão genético tão rápida. Pensa-se que terá relação com o ambiente (alimentação), já que, por exemplo, crianças que nascem com pouco peso, muitas vezes, vêm a ser obesas ou a ter diabetes (devido ao excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, promovidas pelos próprios pediatras).
Entre os factores de risco acrescido de desenvolvimento do tipo 2 da doença incluem-se: idade superior a 45 anos, história familiar da doença, sedentarismo, níveis reduzidos de HDL (vulgar “colesterol bom”), HTA (hipertensão arterial), doença coronária e uso de medicamentos que elevem os níveis glicémicos (cortisonas, diuréticos e beta-bloqueantes).
Na diabetes tipo I revela-se fundamental o diagnóstico precoce, embora não se possam tomar medidas preventivas. Estima-se que a população com diabetes tipo 2 duplique até 2025, motivo pelo qual é importante a sensibilização da população para as medidas preventivas a tomar no sentido de evitar a diabetes tipo 2: manutenção do peso normal, prática de exercício físico regular, não fumar, controlo da pressão arterial, …
 
Fica a minha promessa de num futuro post explicar como é feito o diagnóstico e abordar as várias terapêuticas usadas no tratamento da diabetes.
publicado por Dreamfinder às 22:49

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Terça-feira, 12 de Junho de 2007

NOVA DESCOBERTA GENÉTICA

No maior rastreio genético de sempre, realizado por um conjunto de investigadores constituído por 50 equipas de todo o Mundo, o Wellcome Trust, foi analisado todo o genoma de dois mil pacientes para cada uma das doenças e o de três mil pessoas sãs.
Os resultados foram publicados esta semana na revista científica norte-americana Nature. Mostram que, por exemplo, numerosos genes influenciam a predisposição para doenças bipolares, mas que cada gene tomado individualmente representa um risco muito pequeno para esta doença (à qual dedico um post neste blog) que afecta 100 milhões de pessoas pelo Mundo. Outro exemplo, um único gene duplica o risco de uma crise cardíaca em 20 por cento dos doentes que tenham duas cópias desse gene.
Entre outras descobertas, os investigadores encontraram uma ligação entre duas doenças aparentemente sem nada em comum: a diabetes tipo I (a menos frequente) e uma doença inflamatória do intestino, a doença de Crohn - um único gene, baptizado "PTPN2", que está envolvido na regulação do sistema imunitário. Também a hipertensão arterial, doença coronária, artrite reumatóide e diabetes tipo II foram outras das doenças-alvo deste estudo.
Uma investigação importante que abre caminho a melhores diagnósticos e a novas formas de tratamento, mais eficazes e personalizadas. Mas, alertam, nem tudo está nos genes. Há numerosos factores exteriores, como os estilos de vida (passíveis de serem modelados por cada um) ou o ambiente, que interferem no estado de saúde dos indivíduos, pelo que a prevenção continua a ser "o melhor remédio".

publicado por Dreamfinder às 20:46

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